GOVERNADOR FELISBERTO NAVALHA APROFUNDA DIÁLOGO COM AGENTES ECONÓMICOS E SOCIALIZA REFORMAS NO MERCADO CAMBIAL E MEDIDAS DE APOIO À ECONOMIA

O Governador do Banco de Moçambique, Felisberto Navalha, recebeu, esta quarta-feira- (7), na sede desta instituição, representantes do sector privado, no âmbito do reforço do diálogo com os agentes económicos, tendo referido que os encontros desta natureza permitem que os formuladores de política económica  compreendam melhor os efeitos da conjuntura económica sobre as empresas, identifiquem os principais constrangimentos ao investimento e à expansão da produção, bem como oportunidades que possam ser aproveitadas. “Este espaço de diálogo é, assim, uma oportunidade para aprofundar essa compreensão e reforçar o compromisso conjunto com a estabilidade macroeconómica e o crescimento sustentável do País” – acrescentou.

Felisberto Navalha explicou que a exposição do país a sucessivos choques internos e externos condiciona o funcionamento da economia nacional, exacerba as incertezas para as famílias e para as empresas e limita a capacidade de investimento em sectores produtivos.

Neste âmbito, fez menção à aprovação pelo Comité de Política Monetária do Banco de Moçambique, a 30 de Setembro último, de um regime temporário de reservas obrigatórias, que permite às instituições de crédito deduzir, na componente de reservas obrigatórias em moeda nacional, novos financiamentos destinados à substituição de importações e ao aumento das exportações. Aos referidos financiamentos será aplicada a taxa MIMO, acrescida de uma margem máxima de 150 pontos base, conforme a finalidade.

Assim, exortou a uma participação activa do sector privado no aumento da produtividade e na diversificação da base produtiva nacional, bem como reiterou a importância de os agentes económicos conhecerem e acederem ao mecanismo de financiamento disponibilizado pelo Banco, cujo sucesso dependerá da sua efectiva utilização pelas empresas. “Para o Banco de Moçambique, a preservação da estabilidade de preços constitui uma prioridade fundamental, na medida em que proporciona maior previsibilidade à definição de preços, ao planeamento do investimento e às decisões de financiamento” - vincou.

O Governador do Banco de Moçambique também se referiu à assimetria de informação e às incongruências que caracterizam o actual funcionamento do mercado cambial, tendo frisado que, neste domínio, a autoridade cambial vai implementar, a breve trecho, uma plataforma que permitirá acompanhar, em tempo real, o funcionamento do mercado, garantindo maior transparência e eficiência.

Foi também referenciada a entrada em funcionamento da central de monitoria do uso de cartões bancários para pagamentos ao exterior, visando promover maior disciplina na utilização destes cartões. A central permite consolidar e disseminar informação sobre a utilização de cartões bancários no exterior por titular, independentemente da instituição de crédito emitente.

As empresas participantes do encontro enalteceram a abertura demonstrada pelo Banco de Moçambique e manifestaram a sua disponibilidade para cooperar na operacionalização das reformas em curso.